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quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Capitulo XVII

Joyce caminhava apressada pelo campus da universidade. Olhou para o relógio constatando que iria se atrasar. “Droga, já são 7h40min! Logo hoje que tenho trabalho”. Acelerou os passos e...
- Aiii, que porra! - reclamou ao trombar violentamente contra outro aluno da faculdade.
- Uff desculpe garota, foi sem querer! Eu não quis te machucar. Ela olhou para cima e viu um rapaz muito bonito, um pouco mais velho que seus 21 anos, estendendo-lhe a mão.
- Você se machucou? Me perdoe, foi sem querer. Às vezes eu me distraio.
Joyce, ainda no chão, encarava muda aquele belo exemplar masculino à sua frente. Moreno, olhos castanhos esverdeados, físico alongado. “Como é bonito!” Olhou para a mão estendida à sua frente e a segurou, erguendo-se do chão.
- Não, tudo bem... Eu que estava correndo, tava distraída. Tô super atrasada.
- Então somos dois, hem. Vamos lá!
- Como? - E isto foi tudo que Jô conseguiu dizer antes que o rapaz, que até então segurava sua mão, saísse correndo em direção ao prédio da universidade, a levando junto. Chegaram ofegantes ao prédio onde Joyce fazia o primeiro ano de Direito. Ainda buscando ar para respirar, olhou para o rapaz que segurava sua mão com a dele.
- Obrigado pela bela corrida. - risonho, inclinou-se numa mesura frente à Jô - Minha linda dama. Saiba que fui eu e não você quem caiu a seus pés. – disse dando-lhe um suave beijo na mão e, soltando-a em seguida, deu um tchau alegre e simplesmente se foi. Joyce ficou ali, parada, ainda com a mão meio erguida, sentido uma deliciosa sensação de bem estar.

 - Lisa, você aqui?
- Olá, Lúcia!
- Não foi à aula??
- Hoje não tive aula e resolvi vir ver a Mari. Ela já melhorou da gripe?
- Menina – Lucia lhe deu passagem para que entrasse na casa – Quem está ruim agora sou eu. Essa gripe derruba até elefante - comentou sorrindo - Assim tirei hoje o dia de folga. As duas seguiram em direção ao quarto onde Mariana, na altura de seus quatro anos, tentava trocar alguns passos de Balé.
- MARIANA!! Não era para estar deitada??
- Vovó! Er... eu... – a menina olhou a avó desconcertada, mas ao ver Lisa logo atrás dela gritou feliz, esquecendo qualquer justificativa. - Liiii!!
As duas se abraçam sorrindo, numa troca de energias positivas, repleta de amor e muito carinho.
- Mari, amorzinho, não devia desobedecer a sua avó – Lisa disse carinhosa, enquanto colocava uma mecha dos longos cabelos negros da criança atrás da orelha. A menina a encarou dengosa, com seus belíssimos olhos verdes e, fazendo biquinho.
- Ahhh Li, não aguento mais a cama. E vovó toda hora trás coisa ruim pra eu tomar.
- Psiu – faz cara de repreensão – é para seu bem. Pegou-a no colo e a levou de volta à cama, tudo sob o olhar atento de Lucia, que sorria para elas. Sempre a impressionava a afinidade existente entre as duas. Mariana tinha uma personalidade fortíssima, como a mãe, mas com Lisa a pequena fera virava uma gatinha.
- Pronto! - Lisa disse assim que ajeitou a garota na cama – E esta proibida de sair daí sem ordem expressa de sua avó, entendido?
- Mas é chato!  Você vai ficar aqui comigo, Li? Diz que vai!
- Sim, vou sim, minha linda. Será que agora posso te contar a queda que tive ontem quando saia da escola?
- Contaaaa!
Lucia se afastou ouvindo as risadas das duas. Balançou a cabeça com um sorriso. Lisa era mesmo um anjo na vida de sua filha e neta. Por um momento, o sorriso lhe sumiu do rosto e ela parou sob o batente da porta da cozinha. Depois, balançou a cabeça ligeiramente como que a espantar seus pensamentos e seguiu em direção ao fogão, iniciando o preparo de um belo sopão.
Já era quase uma hora da tarde quando Jô chegou em casa. Entrou silenciosa, sabendo que tanto sua mãe quanto a filha estavam adoentadas. Viu a mãe deitada no sofá da sala, dormindo calmamente. Caminhou até ela e pôs a mão em sua testa e, sorrindo, lhe deu um beijo no rosto adormecido. Deixou o material sobre a outra poltrona e caminhou ao quarto da filha. Ao abrir a porta, sorriu embevecida com a cena à sua frente. Lisa e Mariana dormiam de mãos dadas sobre a cama. Mariana, com a cabeça sobre o ombro de Lisa, parecia tão serena! Seu coração se encheu de amor. Daria a vida por sua filha. Olhou então para Lisa e mais uma vez sentiu o coração se aquecer. Ela se transformara da adolescente lindinha em uma loira de arrasar quarteirão. Os cabelos loiros e lisos agora quase na cintura, as curvas mais pronunciadas, a cintura mais marcada, por onde passava arrancava suspiros apaixonados. Mas ainda eram os olhos, os lindos olhos cor de mel, suaves e sonhadores, que aqueciam e cativavam as pessoas que a conheciam. Era linda por fora e por dentro. Jô suspirou um pouco cansada. Aproximou-se da cama e deu um suave beijo no rosto da filha. Olhou para Lisa e, com carinho, passou a mão em seus lábios.
- Li...
- Jô?
- Acorda Li... vem comigo.
Lisa, ainda sonolenta, afastou com cuidado a cabecinha de Mariana de seus ombros, sem acordá-la, e seguiu Joyce em direção ao seu quarto. Ao entrarem no quarto Joyce segurou a loira sonolenta nos braços e lhe dá um beijo suave.
- Com sono, loirinha?
- Hummm... Vai continuar tentando me acordar assim se disser que sim?
- Boba – Jô, rindo, deitou-se na cama acompanhada por Lisa – Não teve aula hoje? - Perguntou afagando Lisa nos braços.
- Não... Hoje foi dia de paralisação. Estudar em Federal dá nisto.
- Sei... Então pague uma particular pra ver o que é pior.
- Mas, Jô, assim você vai formar primeiro que eu.
- Ah, dá um tempo, Li! Você tá dois anos na minha frente.
Lisa passara na UFMG (Universidade do Estado de Minas Gerais), em Fisioterapia, aos dezoito anos em sua primeira tentativa de vestibular. Joyce já preferira não arriscar e fizera um ano de cursinho. Mas depois de tentar Direito por dois anos consecutivos na Federal e não passar arriscou uma particular na qual agora estudava.
- Jô, mas que dá preguiça dá. O governo é foda. Sempre dá com uma mão, mas tira com outra. Sabia que os funcionários federais não têm aumento decente há mais de 10 anos? O salário tá super defasado. Pô, o pessoal estuda horrores pra estar lá repassando seus conhecimentos e não é valorizado. Tô sendo prejudicada, mas eles também, né.
- Ah não, Li, não me vem com filosofia, não. Nem papo cabeça. Hoje a aula foi um saco e ainda me deram uma trombada que beijei o chão.
- Sério? Como foi? - Lisa se apoiou no cotovelo.
- Ah, um cara lá tava maluco que nem eu por causa do atraso e deu de frente comigo. A diferença é que ele ficou em pé e eu cai que nem jaca.
Lisa explodiu em gargalhadas.
- Minha Jaquinha. – disse rindo e dando um selinho na namorada. Joyce faz um bico, mas logo acompanha a loira nas risadas.
- Ahh Li... Li você é linda sabia? – disse dando um abraço apertado na loira.
- Você que é Jô. - Lisa a olhou, como sempre, deslumbrada com a beleza morena. Joyce recuperara de vez a forma, mas manteve um corpo maravilhosamente curvilíneo. Seus cabelos negros agora só um pouco abaixo dos ombros emolduravam o rosto anguloso, dando-lhe um ar quase felino. Jô não era apenas bonita. Era deslumbrante em seu ar aparentemente descontraído e ciente de sua feminilidade. As duas mantinham o namoro em segredo e nunca haviam sido descobertas. Como sempre foram muito unidas as pessoas achavam mais que natural o grude que viviam. Nem mesmo a opção por cursos diferentes na universidade conseguira afasta-las. Lisa sempre pensava que o amor das duas era indestrutível e que nada nem ninguém as separaria. Jô, de olhos fechados, pensava em todos os momentos que ela e Lisa viveram depois que assumiram o amor uma pela outra. Os conflitos que vivera, o medo da mãe descobrir tudo. Alias – pôs a mão no queixo – percebera ultimamente olhares estranhos da mãe sobre ela. Muito estranhos.
- Li... - Olhou para a loira indagadora – você percebeu alguma mudança no comportamento de minha mãe, ultimamente?
- Hum? Não Jô, por quê? Tem algo te grilando?
- Sei não... Ela anda parando o olhar em mim e ficaaaaaa... Tá muito estranho. Sabe quando você sente que tem algo ali?
- Jô, você acha que ela tá desconfiando de nós? É isso? – Lisa afastou ligeiramente o corpo do de Jô
- Ave Maria, Nossa Senhora, São tudo que houver! Tá doida? Nem pode sonhar! Lisa ao escutar aquilo e o tom de pânico de Jô ao dizê-lo sentiu uma tristeza tomar conta de si. Já há muito tempo repensava a situação das duas e achava que deviam dar mais um passo no relacionamento.
- Jô olha... - afastou-se da morena e a olhou nos olhos – Seria tão ruim assim???
- Lisa, tá doida??? Claro que seria! Pensa! Acha mesmo que as pessoas aceitam assim? O pessoal só finge ser cabeça. Quando é pra provar isso a mente é desse tamanhinho – e faz um gesto com os dedos a mostrar algo minúsculo.
- Jô... para. Quer que a gente fique assim sempre, é??? Temos que começar a pensar nisso.
- Lisa, não quero falar nisso, tá bom? Para! Vai voltar de novo esse papo?
- Joyce, não é papo. Poxa, a gente se ama. Não tô pedindo que grite ao mundo que gosta de mulher, mas sei lá, a gente pode contar... - Calou e passou mão nos cabelos. – Jô, tô cansada de esconder, é isso.
Joyce se levantou da cama e olhou a loira.
- Li... não tô pronta pra isso, você sabe. Pô, a gente nem formou nem nada. Eu tenho uma filha, não posso ser impulsiva.
- Impulsiva??? - Lisa se ergue e ficou de frente à Jô. – Impulsiva? Acorda Jô! Estamos nessa há quatro anos.
- Então amor, vê... Nôs damos bem assim – ergueu a mão e tocou a loira levemente – não apressa, vai. Não faz isso. Eu amo você, mas não tô pronta pra mais. Segura a onda.
Abraçou Lisa sabendo que assim ela iria ceder e a beijou. Não gostava muito de usar este artifício, mas seu coração gelava sempre que ela vinha com este papo de assumir.
- Eu te amo Li... Beija-a profundamente e uma pontada de desejo despertou em seu íntimo. – Que tal se fecharmos a porta???

 "No amor não existem pessoas certas, existem pessoas que lutam para dar certo."

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Capítulo XVI

As semanas passavam rápido. Tudo e todo momento era desculpa para Joyce e Lisa se encontrarem. Se antes eram unidas, agora praticamente não se desgrudavam. As duas esperavam ansiosas qualquer oportunidade para se beijar, abraçar, ficar juntas. A descoberta desse amor, dessa paixão pelo corpo feminino as encantava e, a cada dia mais, elas sentiam grande necessidade de ficar juntas. Lisa se tornara presença constante, praticamente diária na casa de Jô que também sempre que podia estava na casa da loira com Mariana nos braços. Mas um pensamento não deixava Lisa em paz. O autocontrole de Joyce ao tocá-la. Ela era sempre controlada... Bem quase sempre, mas na hora H ela respirava fundo e... Não terminava. Tirava as mãos e ia com a boca. Isso frustrava Lisa profundamente e ela estava decidida que hoje elas teriam um papo definitivo.
A campainha tocou e Lisa foi calmamente atender. Seus pais haviam saído para um sítio de parentes e os irmãos tinham ido acampar. Ela estava só.
- Bom dia, Li – disse Joyce sorridente. Sorriso este que morreu ao ver o corpo de Lisa coberto apenas com um roupão vermelho.
- Oi, Jô. Uai cadê Mari?
- Mariana, Li, Mariana! Deixei ela com a mãe. Vão umas amigas dela lá em casa e ela quer exibir a neta - respondeu rindo.
- Hum, sei... e que olhar safado é esse?
- Um olhar de tesão, de desejo - disse Jô assim que fechou a porta. Imediatamente, agarrou Lisa e a beijou cheia de vontade. Suas mãos desceram rapidamente para as nádegas da loira e as apertaram. Lisa retribui o beijo erguendo uma de suas pernas e enlaçando Jô com ela. Empurraram-se para o sofá, onde caíram juntas.
- Jô... Jô... me faz sua...
- Hum... Li... ai adoro você. – Jô abriu o roupão e expôs toda a nudez da loira. Contemplou-a por alguns minutos. Nunca se cansava de olhar o corpo maravilhoso. Ela era simplesmente divina. Passou as mãos pelos seios e, em seguida, as deslizou pela cintura esbelta. – Ai, sou encantada com sua cinturinha, amor – disse mordendo a pele amada. Lisa se entregou totalmente às carícias, segurando a cabeça de Jô ao encontro de seu corpo. Gemeu enlouquecida com o toque cada vez mais seguro de Jô e estremecia a cada palavra que era pronuncia em seu ouvido. Suas mãos buscavam tirar a roupa de Jô que sorrindo se ergueu e ficou à frente de Lisa.
- Quer me ver nua, é? - Debochou.
- Tira Jô. - Lisa pediu se erguendo um pouco do sofá.
- Humm... Deixa-me pensar se você merece. – A morena pôs os dedos no queixo e olhou para cima, como a ver se ia ou não tirar a roupa para sua loirinha.
- Para, Joyce! Venha aqui. – Lisa tentou puxá-la para si, mas a morena se desviou. Ao notar que Lisa começava a se estressar, baixou lentamente a alça do vestidinho de verão que usava, expondo o seio direito. Estava sem sutiã. Segurou-a com os dedos e balançou o corpo numa dança leve.
- Vai ficar aí, isso sim, nesse sofá, nuazinha e quietinha senão não acabo de tirar, entendeu?
Lisa engoliu em seco e, quieta e profundamente excitada, observou Jô dançar sensualmente em sua frente, tirando lentamente o vestido até que ele cai ao chão. Ergueu as mãos para puxá-la para si, mas recebeu um tapinha na mão.
- Não me toque. Está proibida de me tocar entendeu? Joyce tirou lentamente a calcinha vermelha de renda que usava e então, sensualmente, se sentou de pernas abertas sobre Lisa. Esfregou-se nela mostrando toda sua excitação e começou a movimentar ritmadamente o quadril. Lisa gemeu e jogou a cabeça para trás. Joyce, então, lhe ergueu a perna e encaixou seu sexo no dela, começando a se mexer com maior rapidez. Juntas se entregam a mais uma nova expressão de amor físico. Gemiam cada vez mais audaciosas e insaciáveis, até gritarem satisfeitas num orgasmo pleno e arrebatador. Jô se deixou cair sobre Lisa que a abraçava. Sentiu, após alguns segundos, a loira se mexer embaixo dela e se colocou de lado no sofá. Observou então Lisa se levantar e recolher as roupas, caminhando silenciosa até seu quarto. Intrigada foi atrás da loira.
- Li... tá tudo bem? - pergunta se sentando ao lado da outra na cama. Um silêncio imperou no quarto. Joyce aguardou silenciosa Lisa falar. Até que a loira virou-se para ela.
- Jô... – a olhava firme nos olhos – quero que você me toque Jô.
Joyce a olhava meio desconcertada.
- A toque, Li? Mas... Eu faço isso! – Parecia não entender bem onde Lisa queria chegar.
- Não, Jô... Quero que você me toque – pegou a mão da morena e a levou a seu sexo – aqui... Joyce estremeceu.
- Mas Li eu... eu toco – baixou a cabeça e seus longos cabelos negros esconderam a face nervosa. Já sabia onde Lisa queria chegar.
- Jô... – forçou os dedos da morena na abertura de seu sexo – quero que me penetre Jô... me faça totalmente sua... Jô quero você dentro de mim!
- Meu Deus, Lisa você... você é virgem!! Eu... eu não posso – disse a morena tirando a mão, nervosa. Lisa estava lhe oferecendo o que ela há dias desejava e se ela insistisse mais um pouco sabia que não conseguiria se controlar.
- Para, Jô... PÁRA. Meu Deus, o que é virgindade pra você? Uma membraninha idiota que tenho na entrada da minha... minha... Joyce começou a rir. Lisa sempre engasgava quando ia citar o órgão sexual feminino.
- Sua... sua... xaninha? - Disse erguendo as sobrancelhas e a olhando meio irônica.
- Ah, cala Jô. Você entendeu! Eu não me considero mais virgem. Caraça, olha tudo que fizemos, as formas que nos amamos. Uma membraninha na minha... minha... é isso que disse, não é o que vai determinar a minha inocência. Além do mais, Jô... – segurou o rosto da morena entre suas mãos – É de você que quero lembrar sempre neste momento. Por favor... me faça sua! Totalmente. Por favor.
Joyce praticamente já não escutava as palavras de Lisa. O controle que se obrigara a ter por semanas se dissolvia numa ânsia enlouquecida de possuir a loira totalmente. Sem nenhuma delicadeza, empurrou Lisa sobre a cama até se colocar sobre ela. Começa a beijá-la por todo o corpo, hora mordendo, hora chupando, sem se preocupar se iria ou não deixar marcas no corpo delicado. Sugou com força os seios claros para depois beijá-los, lambê-los. Lisa lhe acompanhava a loucura, abraçando e arranhando suas costas. As duas se descontrolaram como nunca antes o fizeram. A morena desceu a boca sobre o corpo já todo marcado e aspirou deliciada o cheiro de sua loirinha, antes de lamber embevecida todo o seu sexo. Lisa arqueou o corpo e gemeu profundamente. Joyce se acomodou melhor sobre a cama, abriu-lhe mais as pernas e começou a chupá-la fortemente, sem nenhum controle. Lisa, longe de temer pela falta de controle da morena, sentia sua excitação ir às alturas e sentia os tremores tomarem conta de seu corpo. Quando notou que o orgasmo estava perto, arqueou as pernas, pedindo mais.
- Jôo – gemeu rouca – me faz sua... me faz sua. - Neste momento sentiu a morena forçar os dedos para dentro de si. Segurou-lhe a mão fortemente e juntas penetram-lhe o corpo. Joyce gemeu e sentiu tanto prazer que gozou ali mesmo, apenas com a sensação de estar dentro de sua loirinha. E Lisa gritou enlouquecida, orgasmo e dor se misturaram num prazer indescritível. As duas se deixaram ficar ali, quietas numa exaustão tanto física quanto emocional. Lisa finalmente abriu os olhos e sorriu feliz. Segurou os longos cabelos de Jô e puxou- delicadamente para si, enquanto sentia que a morena retirava lentamente os dedos de dentro dela. Viu Jô olhando um pouco assustada para seus dedos, quando percebeu o sangue que havia neles.
- Li... ai Li... tá doendo? – olhava preocupada – Eu... eu descontrolei, desculpe – abaixou a cabeça meio perdida, constrangida.
- Jô... Jô olha pra mim. – Lisa tentou lhe erguer o rosto. – Jô, olha pra mim.
Quando finalmente Joyce ergueu os olhos para ela, Lisa sorriu.
- Foi maravilhoso, Jô. Eu adorei cada minuto. Obrigada, amor – disse a beijando com carinho.
As duas abraçaram-se, desta vez sem paixão. O carinho tomou conta de seus gestos e então Joyce, em silêncio, começou a chorar baixinho. Lisa com todo o amor liberto de seu coração beijava-lhe repetidamente o rosto sussurrando baixinho. - Te amo, Jô! Te amo, te amo, te amo...

 “O amor não se define; sente-se."

Capítulo XV

Lisa abriu os olhos lentamente. Meio desnorteada não conseguiu, de imediato, perceber onde se encontrava. Ainda despertando, sentiu um peso em sua cintura e, virando a cabeça, viu Jô colada às suas costas, num abraço estreito e possessivo, apertando sua cintura. Sentiu então um arrepio por todo o corpo, relembrando tudo que fizerem uma com a outra. Voltou a cabeça novamente e pegou o despertador, na cabeceira da cama. Quatro horas da manhã! “Uau, nós perdemos mesmo noção do tempo”. Voltou o despertador ao seu lugar e deixou escapar um suspiro profundo. Virou-se lentamente para não despertar Jô, afastou com delicadeza seus cabelos do rosto, observando enlevada seu respirar tranquilo, satisfeito. Sua expressão estava suave, a boca ligeiramente aberta, um pouco inchada pelos sucessivos beijos trocados pelas duas. “Nossa, aquilo foi tudo de bom!” Ela não conseguia ainda assimilar tudo que acontecera entre elas, porém se sentia maravilhosamente satisfeita, plena, realizada. Jô fora tão carinhosa, tão... tão tudo com ela. Sabia como a amiga era imediatista, ansiosa, até meio brusca, mas com ela fora tão carinhosa que sentia seus olhos se encherem de lágrimas só de lembrar seus momentos juntas. Fora tanta entrega, tanta paixão e amor que não havia como se arrepender de nenhum segundo vivido. “Preciso ir ao banheiro”.
Tentou se levantar, mas Jô estreitou o abraço como que com medo que ela sumisse de seus braços. Lisa deslizou pela cama, erguendo com dificuldade o braço da morena, que acabou se virando de frente entre resmungos, ainda dormindo. Já em pé, olhou para Jô, deitada de costas, o lençol cobrindo-a até a cintura. Sentiu novamente nascer dentro de si um desejo de tomá-la em seus braços e fazê-la mais uma vez sua. “Lisa, juízo! Que coisa! Deixe-a descansar!” Desviou com dificuldade os olhos daquele monumento moreno e correu para o banheiro onde decidiu tomar um banho rápido. Deixou seu corpo dolorido pelas horas de amor praticado por elas, relaxar sob a água quente e, então, suspirou sonhadora. “Que sonho, meu Deus! Se for mesmo um sonho não me deixa acordar”. Depois de vários minutos, ensaboou todo o corpo. Estava tão entretida nesse ritual que soltou um pequeno grito de susto ao ver o box se abrir de repente.
- Ora, ora! Nem me chama pro banho, né – Jô apareceu esplendorosa, em toda sua nudez. Cruzou os braços sobre os seios fartos e desceu o olhar faminto para a nudez de Lisa. - Quem deixou você sair da cama sem minha permissão?
- Ai, Jô... Tava louca por um banho. Desculpe, tentei ao máximo não acordá-la.
- Hum... – Jô entrou no chuveiro e fechou o box. - na verdade senti falta de seu corpo no meu, Li. - tomou o sabonete da loira e começa ela mesma a passá-lo pelo delicado corpo. - Li... Acho que nunca vou cansar de olhar você. É tão linda.
- Jô... humm... – estremece quando Jô passa a mão levemente por seus seios.
- Gostoso amor? Quer mais?
Já era de manhã quando Joyce despertou. Sorriu feliz, apertando mais o corpo de uma Lisa adormecida para si. Já não sabia dizer quantas vezes se amaram. Todas ma-ra-vi-lho-sas. Pôs o nariz no pescoço de Lisa e aspirou deliciada seu cheiro. “Minha toda minha!”. Franziu ligeiramente a testa ao lembrar-se de Fred, o raquítico. Será que Lisa realmente o encontrara? Não importava, dali em diante ela seria apenas sua. Estreitou o abraço, fechou os olhos e não conseguiu deixar de pensar em tudo que acontecera. O rosto de Lisa quando estava tomada pelo prazer era algo inesquecível. Mentalizou cada momento, cada beijo, cada carícia trocada e suspirou satisfeita. “Como a vida com Lisa é rica! Em todas as suas formas”. Sorriu feliz e mordeu levemente a nuca da loira, que soltou um curto gemido, mas não acordou. Além da amizade tinha agora o amor. Riu abobada. “Eita pacote dois em um! Sou uma garota de sorte!!”
As duas passaram a tarde entre beijos, brincadeiras e descobertas. Estavam entretidas num beijo delicioso no sofá da sala quando ouviram o barulho do portão.
- É minha mãe e Mariana – Jô disse enquanto arrumava a blusa que Lisa erguera. Lisa também, na pressa, se punha decente e levanta para receber Lúcia e Mariana.
- Heiiiiii!!!! Lindinha da mamãeeeee!! Que saudade! – Jô pegou a menina nos braços e deu vários beijinhos em seu lindo rosto – Aiii não vou mais deixar você longe de mim! – Olhou para sua mãe, deu-lhe um sorriso e um beijo no rosto – Oi mãe.
- Olá, Jô. Descansou? - Disse retribuindo o beijo – Olá, Lisa
- Olá, Lúcia tudo bem, né? - Voltou o olhar para Mariana - Nossa, que saudade de você, Mari - disse se aproximando da criança nos braços de Jô, dando-lhe um beijo suave. Mariana imediatamente jogou os braços para frente, pedindo o colo de Lisa.
- Heiiiii – reclamou uma Jô indignada – a mamãe sou eu, sua danada. Não sentiu minha falta?? – disse rindo, deixando-a ir para o colo de Lisa.
- Li vou ajudar mamãe lá na cozinha, tá?
- Tá bom, Jô – respondeu Lisa, entretida com a criança em seu colo. Sentou-se no sofá e começou a brincar com Mari, que ria muito de suas gracinhas. - Ah Mari... Que olhos hem, Mari? Quantos corações vai quebrar tendo essa carinha linda, igual a da mamãe e esse verdão ofuscante. – disse sorrindo.
A menina sorriu e pulou em suas pernas, como a pedir mais e mais atenção. Lisa nunca se cansava de estar com Mariana. Sentia tanta alegria com ela que nem sentia o tempo passar. Tomou um susto quando sentiu mãos enlaçarem sua cintura e um beijo leve na nuca.
- Nossa como está distraída! – brincou Jô, rindo
- Jô! Que susto! Tava mesmo – olhou para os lados - Uai, cadê sua mãe?
- Ehh Li, ela já passou aqui e agora foi pro banho. Nossa, mas a Mariana tem o dom de te desligar do mundo, hein.
- Ahh, Jô – disse meio sem graça por não ter notado mesmo a aproximação de Jô - Mas olha que coisa gostosa ela é - falou fazendo caretas para a criança que soltou mais e mais gargalhadas.
- Gostosa igual à mãe? – Jô falou insinuante, com um olhar safado para Lisa, que foi totalmente retribuído.
- Hum... Menos Jô... menos... – disse aproximando os lábios de Jô que se afastou de rompante
- Liii olha a Mariana!
- Que isso, Jô, ela ainda nem entende isso.
- Ah, não! Nem pensar, na frente dela, não.
- Chata – Lisa lhe mostrou a língua.
- Boba.
- Feia.
- Gostosa.
- Saborosa.
- Tesuda.
- Jooo!!! Que horror – disse Lisa caindo na gargalhada.
- Quem manda provocar - Jô ria, fazendo-lhe cócegas, as três caíram no sofá, cheias de brincadeiras. Lisa teve a nítida impressão que nunca um dia passara tão rápido. Foi tristonha que se despediu de Lúcia, Mari e Jô – esta, com uma olhar mais que especial - e fez o caminho de volta para casa.
- Olha só!! Voltou a margarida – o pai a esperava sentado no sofá, com o braço enlaçado em sua mãe.
- Oi pai, oi mãe. E ai como foram as férias sem mim? - disse rindo e se jogando entre eles, no sofá. - Aiiiiii, eu tô tão felizzz!!!!!!!!
- Nossa senhora! – Marcos olhou a esposa – Muiéé tira esse peso de meu colo. Paula riu e abraçou a filha.
- Fizeram as pazes, você e Jô, Lisa?
- Ah? Sim mãe, fizemos. Foi um fim de semana muito... legal. -”Divino, estupendo, maravilhoso, extasiante, tudo, tudooooo”, pensou sonhadora. Levantou-se de um salto.
- Vou estudar. Esqueci que tinha um trabalho pra fazer. Beijo pai, beijo mãe.
Os pais a observaram ir para o quarto e se entreolham, cada um com seus pensamentos. Marcos rindo da alegria da filha, Paula pensativa. Nunca a filha lhe parecera tão inconstante nas atitudes como nos últimos tempos.
 Deitada na cama, Jô não conseguia parar de pensar nos momentos com Lisa. Tudo estava tão perfeito que tinha medo de dormir e ver que era irreal. Acariciou o lençol com a palma da mão e sorriu enlevada. Após um tempo, foi ao quarto de Mariana e viu que ela adormecera. “Ai Mariana, sua mamãe tá boba, uma apaixonada boba”. Voltou ao próprio quarto e novamente se deitou na cama. Tudo que queria era sonhar... sonhar... sonhar...

- AIIIIIIII!!! Esqueciii! Meu Deus, o trabalho! – Jô levou as mãos à cabeça, desesperada – Lisa, sua merdinha, você não me avisou!!!!
- Pô, Jô só lembrei ontem à noite. Como ia saber que você esqueceu?
- Ahh, sei!? Você não sabia! Nossa, que inocente você é! – Lançou um olhar mortal para a loira. – Me passa essa coisa ai logo, vou tentar copiar. – disse tomando o trabalho da mão da outra.
- Ai tá, mas vê se muda alguma coisa viu.
- Viu, viu, arreeee que droga!!!! – saiu correndo em direção à biblioteca. – Não vou pro primeiro horário!!
Lisa caminhou meio que rindo para a sala. “Achei mesmo que as coisas iriam mudar?” Joyce nunca mudaria. Para sempre seria esta, meio mulher meio criança inconsequente que tanto a fascinava. Durante todo o dia custaram a disfarçar os olhares maliciosos e insinuantes que lançavam uma para a outra. Ninguém reparava, mas Lisa se deu conta que, se antes tocava Jô naturalmente nas aulas, agora esta parecia inibida com os mesmos toques. No recreio evitou lhe dar as mãos, coisa que antes fazia sem receio.
- Jô, que tem dar as mãos? – diz baixinho
- Ahh, Li e se alguém notar? – retrucou olhando discretamente para os lados.
- Arre, Jô! Nós fazemos isto desde o jardim de infância!
- Tá, mas agora é diferente, sei lá! - jogou os longos cabelos para trás – É diferente.
Lisa ficou emburrada e se encostou à parede da cantina, cruzando os braços.
- Lisaaa! Tava te procurando gata! – Ambas viraram os olhos em direção ao chamado. Fred vinha sorrindo de orelha a orelha em sua direção. Estava bonito. Era magro, mas não raquítico como Jô adorava ressaltar. Enfim, um lindo adolescente caminhando para a beleza da idade adulta. Lisa sorriu meio sem graça e, diante do olhar furioso de Joyce, trocou três demorados beijinhos com o rapaz
- Oi Fred, tudo bem?
- Melhor agora gata. E ai? Quando vamos pegar aquele cineminha que combinamos?
- Bom... - Lisa passa a mão no rosto - Não sei... Eu...
- Nunca!! – Ambos viraram a cabeça para Jô que se manifestara – Nunca, Fred! Quando você vai cair na real que a Lisa não quer nada com você?
- JÔ! - Lisa gritou assustada
- E você Lisa, quando vai ter cara de assumir pro coitado que não é a fim dele? – virou-se novamente para o rapaz - Olha Fred, vai miar noutra freguesia porque a Lisa não tá na sua – Quase rosnava para ele.
Pegou a mão da loira e, com passos duros, saiu puxando-a pelo pátio, deixando um Fred com cara de “tô entendendo nada” plantado na cantina. Lisa a acompanha docemente com um sorriso bobo no rosto. E o resto do recreio uma Joyce emburrada não soltou sua mão.

 “Há, no mundo, milhares de formas de alegria, mas no fundo todas elas se resumem a uma única: a
alegria de poder amar.”
Michael Glent

Capítulo XIV

Jô percebe a expectativa nos olhos de Lisa pelo que está por vir. Isso a excita tremendamente e ela então solta os braços desta lentamente enquanto percorre seu corpo com o olhar.
- Lisa... Sussurra baixinho começando a deslizar as mãos pelo corpo delicado abaixo de si. Lisa continua olhando seu rosto fixamente, com certa timidez. Jô a ergue lentamente pelas mãos e a abraça. Ajeita-se melhor em cima dela de forma a ficar sentada em seu colo com as pernas abertas de cada lado. Lisa estremece ao sentir sua pele e olha para baixo. Jô nua, as pernas abertas. Sente a umidade entre as pernas cada vez maior e não resiste a estender a mão e tocar delicadamente os pelos do sexo de Jô.
- Não Lisa – diz Jô segurando sua mão apesar de querer é mais e mais e mais. – é minha vez loirinha – sussurra em seu ouvido beijando-lhe de leve o mesmo. Ouve o suspiro profundo de Lisa e diminui a distância dos corpos passando a língua por toda a sua orelha.
- Gosta delícia? - Sussurra em seu ouvido
- Gosto.
- Pede mais.
- Mais Jô... quero mais.
Lisa com olhos fechados entregava confiante toda a sua inexperiência nas mãos de Jô. Sente quando Jô solta o fecho de seu sutiã. Estremece e  aperta-se mais a ela. Mas a morena força os corpos a se afastarem e o tira. Baixa o olhar para os seios macios e Lisa vê os belos olhos negros brilharem intensamente. Quando sente o toque das mãos em seu corpo solta um gemido baixo. Jô nem parece notar. Toca agora, mais intensamente, os pequenos montes mais claros que os seus, com ânsia, quase desespero. Parecia nunca satisfazer querendo mais, sempre mais naqueles toques. Observa os biquinhos claros enrijecerem, e não consegue deixar de pensar o quão mais clarinhos são em relação aos seus. Empurra Lisa meio bruscamente para trás e estende todo seu corpo em cima desta deslizando-o para baixo de forma a poder saborear com a boca onde antes suas mãos acariciavam. Lisa sente um ardor no sexo e intuitivamente mexe os quadris como a pedir atenção a esta parte tão especial de seu corpo. Jô ergue a cabeça para o rosto de Li e vê sua expressão de desejo, de vontade.
- Ai Li, como quero você. – ergue a mão e a passa com amor sobre o rosto da loira. Sai de cima dela e se ajoelha na cama ao lado desta.
- Jô?
- Lisa... Olha pra mim – esta a encara – eu... Lisa... eu tô apaixonada por você. – Se sente insegura, sabe que não há razão para isso, mas sente, precisa dizer estas palavras a sua loirinha. Lisa abre um sorriso e segura com carinho sua mão. ‘Meu Deus só de ver esse sorriso não preciso de mais nada na vida. Posso morrer hoje’ pensa fascinada. Lentamente volta o olhar para o corpo amado e toca a cintura fina deslizando lentamente as mãos tentando abrir a bermuda de Lisa. Sente esta ficar tensa e começa a distribuir beijinhos pela cintura fina.
- Te amo Li, te amo - sussurra forçando a bermuda para baixo. – Li me ajuda.
- Jooo... eu... ai Jô...
- Vai amor me ajuda.
Lisa então ergue os quadris e Jô termina de tirar sua bermuda. Tampa o rosto com as mãos, quando vê que Jô a está olhando... lá.
- Lisa... você é linda... - Toca-a de leve por cima da tanguinha rendada. Está tão molhada que o tecido estava transparente. Trinca os dentes e aperta os lábios. Sente uma necessidade louca de experimentar o sexo de Lisa, mas ao mesmo tempo tenta manter o controle. - Li... Lisa... não tô conseguindo controlar... Empurra a tanguinha para o lado. Lisa quase não tem pelos é loirinha mesmo ali. Abaixa a cabeça, os longos cabelos cobrindo o corpo de Lisa que o arqueia ao sentir a ponta da língua de Jô tocar levemente seus clitóris.
- Jôoooo!!!
Joyce ergue a cabeça repentinamente
- Li machuquei você??? - Diz ansiosa olhando-a assustada. Lisa sente o rosto arder de vergonha. Não conseguira segurar o grito quando sentira Jô lambê-la ali. ‘Ai Deus que vergonha. ’
- Na... não... er... ai Jô – tampa novamente o rosto com as mãos. – Foi... tão bom. Jô sorri aliviada
- Ah sua safada! Você gostou né!!!
- Aiiii Jô que vergonha, você gosta de me ver assim né.
- Adoro Li, adoro, assim... nua... minha. Aproveitando que Lisa tampara o rosto puxa de uma vez a tanguinha a deixando totalmente nua.
- JOOO!
Mas esta nem a escutava mais. Lisa nua na sua frente, maravilhosamente nua, cheia de desejo era um quadro inesquecível. Sentia que aquele momento nunca mais sairia de sua mente. Estava marcado em sua memória, em seu coração. Sente um tremor percorrer seu corpo, teme machucar Lisa, não fazer nada certo. Sente seu próprio desejar crescer e seguindo seu próprio querer começa a beijar a virilha de Lisa sofregamente mordendo de leve lambendo, gemendo baixinho. Seus gemidos se misturam aos de Lisa que a segura pelos cabelos e começa a mexer o quadril pedindo, implorando satisfação. Jô a segura firme e com a língua lambe toda a extensão de seu sexo. Espalma a mão entre a virilha e a barriga de Lisa e com os dedos expõe mais o clitóris da loira começando a chupá-lo devagar, como a desvendar este pequeno órgão que tanto prazer proporcionava. Era tão bom, que sabor divino era esse que sentia. Não queria parar. Ouve os gemidos da loira aumentarem e sente um descontrole tomar conta de si. Começa a chupar mais forte e encaminha os dedos pra a abertura da loira. Esta ergue mais os quadris. Tenta penetrá-la, mas Lisa é tão apertada que ela então, como que despertada para a realidade, lembra que a amiga é virgem. Então delicadamente começa a rodar o dedo só na abertura sem penetrá-la e com a boca devora-a sem piedade. Não sentia mais receio, nem medo ou insegurança. Queria sentir Lisa gozar, queria ver Lisa gritar de prazer. Menos não seria.
Lisa nada mais sentia a não ser aquele prazer louco. Sentia a boca de Jô chupá-la lambê-la, mas não sentia mais vergonha. Era tão bom, não queria que acabasse. Sente quando Jô desliza os dedos para tentar entrar dentro dela e automaticamente retesa o corpo. Jô então, sem insistir, começa a contornar seu sexo com os dedos e a chupa ainda mais intensamente. Sente um frêmito subir por todo seu corpo e explode em ondas de prazer intensas. Geme alto e movimenta violentamente os quadris que são contidos pelas mãos de Jô que continua a chupá-la mesmo ante o orgasmo intenso.
- Jô... Jô... Jô.. – segura os longos cabelos negros, mas esta não para. Parece enlouquecida pelo prazer da loira e começa a lambê-la passando da virilha a parte interna da coxa e voltando a virilha. - Jooo!! Lisa a força pelos cabelos a parar - eu não aguento... Joo...
- Ai Li – esta sussurra com a boca ainda a se perder em seu sexo – é tão bom, tão gostoso... eu... eu... ai Li que delicia... Li... - volta a sugar Lisa como a querer mais.
- Joooo!! Lisa a puxa mais forte pelos cabelos a erguendo e esta então cai sobre a loira.
- Ai, isso dói!
- Jô, me deixa respirar. Eu tô toda mole, eu não aguento. - e segura a cabeça da morena entre seus seios, ainda se recuperando do momento de maior prazer que tivera na sua vida. Jô então se aconchega melhor colocando-se meio de lado de modo a não por todo o peso sobre Lisa e procura acalmar seu corpo que pede, implora novamente uma satisfação.
À medida que os minutos passam Jô sente a ansiedade tomar conta de onde antes era puro desejo e uma insegurança toma conta de si. Lisa estava tão calada! Será que ela gostara? Será que vai querer de novo? E se não quiser? NÃO! Ela quer, tem que querer.
- Lisa... – ergue a cabeça – Tá... tá tudo bem? Lisa vira a cabeça em sua direção e a olha com um olhar maravilhado
- Jô... eu não pensei que fosse tão... tão maravilhoso. Eu... Jô vou querer mais... muito mais.
Jô começa a rir. Aliviada se ergue feliz e linda em toda a sua nudez, abre os braços e diz sorridente para a loira
- Lisa pode querer! Vou te dar o mundo! Um mundo de amor e prazer!!

"Alguns dos melhores momentos da vida a gente experimenta de olhos fechados. Tudo o que acontece dá pra imaginar... Tudo o que se imagina, pode acontecer..."